A iniciativa integrou as ações do Agosto Lilás 2025, campanha nacional que dedica o mês à sensibilização e ao combate à violência contra a mulher, inspirada pela sanção da Lei Maria da Penha, marco legal assinado em 7 de agosto de 2006, referência no enfrentamento à violência doméstica no Brasil.
O evento contou com participação expressiva de estudantes e moradores. A caminhada foi articulada pelo Departamento de Políticas para Mulheres e pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Cidade do Povo.
Além da marcha, a programação incluiu palestras e distribuição de panfletos, com o objetivo de informar a comunidade sobre como identificar situações de violência e acessar canais de denúncia.
A ação buscou engajar a população local em uma reflexão crítica, incentivando a construção de uma rede de apoio e proteção às vítimas.
A campanha Agosto Lilás destaca a importância de reconhecer as diferentes formas de violência contra a mulher, conforme classifica a Lei Maria da Penha: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
A violência física engloba agressões que comprometem a integridade corporal, como socos, chutes ou qualquer ato que cause dano físico.
Já a violência psicológica abrange ações que ferem a autoestima ou limitam a autonomia, como ameaças, humilhações e isolamento social. A violência sexual envolve constrangimentos a práticas sexuais não consentidas, incluindo estupro e abuso. A patrimonial se manifesta pelo controle ou destruição de bens e recursos financeiros da vítima, enquanto a moral se caracteriza por calúnias, difamações ou injúrias que atentam contra a dignidade.
Essas formas de violência, muitas vezes interligadas, representam graves violações dos direitos humanos.
A Lei Maria da Penha estabelece medidas protetivas e punições aos agressores, reforçando a necessidade de denúncias para romper o ciclo de violência.
Para buscar ajuda, as vítimas contam com canais como o Disque 190, para emergências, e a Central de Atendimento à Mulher (180), disponível 24 horas, de forma gratuita. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) oferece suporte especializado, enquanto o Disque 100, voltado aos Direitos Humanos, é outra opção.
Além disso, locais como a Casa Rosa Mulher, CRAS, CREAS, unidades de saúde e escolas funcionam como portas de entrada para orientação e encaminhamento, garantindo que as vítimas recebam o suporte necessário para sair de situações de violência.
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