
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Capixaba e do Instituto de Análise Forense (IAF), identificou três brasileiros assassinados na Bolívia durante uma investigação que apura uma série de homicídios ligados à disputa entre integrantes de uma organização criminosa. O crime ocorreu em 6 de agosto de 2025.
As vítimas foram identificadas como Raimundo Nonato do Nascimento Oliveira, conhecido pelos apelidos de "Nego Blaca", "Nego da Horta", "Tim Maia" e "Sheik"; Ana Ires Assis de Souza, conhecida como "Raquel"; e Leonardo Vinicius Costa de Lima, apelidado de "Jubileu", "Maquito" ou "Calada da Noite".
De acordo com as investigações, Raimundo Nonato e Leonardo Vinicius eram foragidos da Justiça brasileira e possuíam extensa ficha criminal. Raimundo era apontado como suspeito de participação em pelo menos 20 homicídios, entre crimes consumados e tentativas de assassinato.
O delegado Aldízio Neto da Silva destacou que a identificação das vítimas representa um avanço importante nas investigações e reforçou que a Polícia Civil segue empenhada em esclarecer completamente o caso.
"A identificação dessas vítimas representa um avanço importante para a investigação. Mesmo diante da complexidade do caso e das dificuldades encontradas, as equipes da Polícia Civil seguem trabalhando para esclarecer todos os fatos, identificar os demais envolvidos e responsabilizar criminalmente aqueles que participaram desses homicídios", afirmou o delegado.
As apurações indicam que o número de vítimas pode ser ainda maior. Pelo menos outros dois brasileiros, identificados como Johnatan Silva Magalhães, conhecido como "Rato" ou "Baixinho Peruano", e Geovani Costa Almeida, também teriam sido mortos no mesmo episódio, mas a identificação oficial dos corpos ainda não foi confirmada.
Segundo a Polícia Civil, os criminosos tentaram dificultar o trabalho da perícia incendiando os corpos das vítimas. Além disso, os restos mortais teriam sido parcialmente consumidos por animais da região, como porcos, galinhas e gado, o que aumentou a complexidade do processo de identificação.
A principal linha de investigação aponta que os assassinatos foram motivados por uma dissidência dentro da organização criminosa. Conforme as apurações, as vítimas estariam causando prejuízos financeiros à facção e teriam sido submetidas a um processo interno de expulsão ou banimento do grupo.
Os suspeitos de participação nas execuções também seriam brasileiros. Um deles já está preso no Brasil por outros crimes, enquanto outro permanece foragido e estaria escondido na Bolívia, de onde continuaria comandando atividades ligadas ao tráfico de drogas na região.
A Polícia Civil do Acre segue investigando o caso para identificar todas as vítimas, esclarecer a dinâmica dos homicídios e responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.
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