
A gestante Ingride Lorrana, de 20 anos, grávida de três meses, viveu momentos de terror na manhã da última sexta-feira (10), ao ser atacada por um cachorro enquanto tentava proteger o sobrinho, Arthur, de apenas 4 anos. O caso ocorreu em uma área rural de Rio Branco, quando a jovem foi até a residência de um homem para comprar uma galinha.

Segundo o relato da vítima, ela estava acompanhada da mãe, Simone, e do sobrinho quando o proprietário do imóvel pediu que ela buscasse um martelo, alegando que um porco havia ficado preso em um arame. No momento em que caminhava pelo local, foi surpreendida pelo cachorro, que correu em direção à criança.
Para evitar que o sobrinho fosse atacado, Ingride o puxou para trás de si e acabou se tornando o alvo do animal. O cachorro a derrubou no chão e passou a mordê-la violentamente em várias partes do corpo.
O ataque só terminou quando a mãe da jovem conseguiu atingir o cachorro com um pedaço de madeira por duas vezes. Após soltar a vítima, o animal fugiu para uma área de mata.

Ainda de acordo com Ingride, enquanto a mãe saiu em busca de ajuda, ela permaneceu ferida no local e pediu socorro ao proprietário do cachorro. No entanto, segundo a jovem, ele afirmou que não tinha culpa pelo ocorrido e deixou o local sem prestar qualquer assistência.
Sem conseguir caminhar normalmente, a gestante precisou se arrastar pelo ramal até encontrar ajuda. Um homem que passava pela região, e que também afirmou já ter sido atacado pelo mesmo cachorro em outra ocasião, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e permaneceu ao lado da vítima até a chegada de familiares.
A ambulância do SAMU demorou cerca de uma hora e meia para chegar. Os primeiros atendimentos foram realizados ainda na residência da jovem, que, em seguida, foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco para avaliação médica.

Além dos ferimentos provocados pelas mordidas, Ingride afirmou que vive momentos de preocupação por estar grávida de três meses e teme que o episódio possa trazer consequências para a gestação.
O caso deverá ser comunicado às autoridades competentes para apuração das circunstâncias do ataque, da responsabilidade do proprietário do animal e da denúncia de omissão de socorro.
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