
A morte do gato “Rabicó”, mascote amado por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), provocou revolta e tristeza entre servidores da antiga base em Rio Branco.

O animal, que por mais de quatro anos conviveu diariamente com socorristas, enfermeiros e condutores, morreu atropelado na última sábado (30), após ter sido retirado do novo prédio da instituição e deixado na antiga base, onde passou a viver sozinho.

Rabicó era considerado muito mais que um simples gato pelos profissionais. Segundo relatos emocionados divulgados por servidores, ele chegou ao SAMU debilitado, vítima de maus-tratos e com o rabo gravemente ferido, precisando passar por amputação. Sensibilizados, os próprios funcionários bancaram tratamento veterinário, alimentação e cuidados até o animal se recuperar completamente.
Desde então, o gato passou a fazer parte da rotina da equipe. Dormia nos corredores, acompanhava trocas de plantão, recebia carinho durante os atendimentos e acabou se tornando símbolo da antiga base do SAMU.
Mas a mudança para o novo prédio teria mudado completamente a história do animal.

De acordo com relatos de servidores, houve divergências internas sobre a permanência de Rabicó nas novas instalações. Enquanto parte da equipe defendia que o gato continuasse vivendo ao lado dos profissionais, outros teriam sido contra a permanência do animal no local.
A decisão de retirar Rabicó do novo prédio revoltou servidores, principalmente porque o gato acabou sendo levado para a antiga base e deixado longe das pessoas com quem conviveu durante anos.
Sozinho e desorientado após a mudança, o animal acabou atropelado ao tentar atravessar a rua.

A despedida publicada pelos colegas de trabalho repercutiu fortemente nas redes sociais e levantou críticas sobre a forma como o mascote teria sido tratado após a transferência da unidade.
“Você foi SAMU mais que muita gente que veste o macacão”, escreveu um dos profissionais em homenagem ao animal.
A frase acabou resumindo o sentimento de indignação e tristeza entre os servidores, que viam Rabicó como parte da família construída dentro da antiga base.
Para muitos funcionários, a morte do gato não foi apenas uma fatalidade, mas consequência do abandono sofrido após a mudança para a nova estrutura do SAMU.
A publicação de despedida emocionou internautas e reacendeu debates sobre empatia, responsabilidade e o tratamento dado aos animais que acabam se tornando parte da rotina de ambientes públicos e instituições.
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