
Três homens identificados como Luan Rocha Cruz, de 22 anos; Kelve Barreto de Andrade, de 32; e Márcio Renê Cavalcante Pereira, de 38 anos, foram presos na noite desta terça-feira (25), após invadirem, por engano, a residência de um policial penal e fazerem ameaças de morte contra ele e seus familiares. O caso aconteceu no km 15 do Ramal da Cachoeira, com acesso pelo km 55 da Rodovia AC-90, conhecida como Transacreana, em Rio Branco.
Segundo informações repassadas pela vítima, os três suspeitos chegaram ao local em duas motocicletas, sendo uma Honda Titan 125, de cor preta, e uma Honda Fan, de cor cinza. Os homens não estavam armados. Após invadirem a residência, eles teriam passado a ameaçar o policial penal e seus familiares.
Ainda conforme o relato, os suspeitos teriam ameaçado cortar o pescoço do agente, de sua esposa e de sua filha.
Diante da situação, o policial penal conseguiu pegar sua arma de fogo e rendeu os três homens, mantendo-os sob controle até a chegada das equipes de reforço da Polícia Militar e da Polícia Penal.
Durante a ocorrência, os suspeitos teriam informado que estavam no local por causa de uma disputa de terras. No entanto, o endereço que procuravam seria de um vizinho do policial penal e, por engano, eles acabaram invadindo a residência do agente.
Buscas por armas
Após a chegada do reforço policial, também foi solicitado o apoio da Companhia de Policiamento com Cães (CPCães), do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), para realizar buscas na região com o objetivo de localizar possíveis armas de fogo que poderiam ter sido escondidas pelos suspeitos.
As equipes realizaram diligências e buscas nas proximidades, porém nenhuma arma de fogo foi localizada.
Na sequência, Luan, Kelve e Márcio foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco. As duas motocicletas utilizadas pelos suspeitos também foram apreendidas e levadas para a unidade policial, onde ficaram à disposição da autoridade competente.
Os envolvidos deverão responder, em tese, pelos crimes de ameaça, violação de domicílio e possível participação em organização criminosa, sem prejuízo de eventual enquadramento definido pela autoridade policial durante a investigação.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias da invasão, as ameaças feitas ao policial penal e seus familiares, além da motivação relacionada à disputa de terras.
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